A Aneel intensifica a fiscalização de alterações não autorizadas em sistemas de micro e minigeração distribuída. O
A fiscalização da geração distribuída está mais rigorosa. Sua operação está preparada?
Recentemente, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) encontrou indícios de irregularidades em 59% das inspeções realizadas para combater alterações não autorizadas em sistemas de micro e minigeração distribuída (MMGD), prática conhecida como “gato solar”.
Embora a potência irregular identificada represente apenas 0,31% da potência total instalada, os dados mostram que as distribuidoras ampliaram seus mecanismos de monitoramento e fiscalização da Micro e Mini Geração Distribuída. Com isso, o setor caminha para um controle cada vez mais rigoroso das instalações.

Quando a fiscalização identifica uma irregularidade, o consumidor pode enfrentar diferentes consequências. Entre elas, estão a revisão do faturamento, a desconsideração da energia injetada de forma irregular e, em alguns casos, a suspensão da participação no Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE) até a regularização.
No entanto, cada situação exige uma análise individual. Além disso, as autoridades precisam avaliar os fatos e observar os procedimentos previstos na regulamentação antes de aplicar qualquer medida.
Nesse contexto, o cenário reforça a importância da conformidade regulatória em todas as etapas da geração distribuída. Além de atender às exigências técnicas, consumidores, empresas e integradores precisam manter a documentação organizada e seguir os requisitos estabelecidos pela regulamentação.
Assim, projetos bem estruturados reduzem riscos operacionais, financeiros e jurídicos. Ao mesmo tempo, fortalecem a segurança das relações entre consumidores, integradores e distribuidoras. Por esse motivo, investir em conformidade também contribui para prevenir questionamentos futuros.
Diante desse cenário, o Raquel Arantes Advocacia acompanha continuamente a evolução regulatória do setor elétrico. Além disso, analisa cada caso de forma individualizada para verificar não apenas a regularidade da instalação, mas também a legalidade dos procedimentos fiscalizatórios adotados.
Dessa forma, uma análise jurídica especializada pode contribuir para identificar direitos, avaliar eventuais inconsistências e definir as medidas cabíveis em cada situação.
Texto adaptado e sintetizado.
Fonte: Canal Solar (30/06).